Projeto do túnel imerso Santos-Guarujá é anunciado com investimento de R$ 5,9 bilhões

Nesta sexta-feira (2), o governo federal e o governo do estado de São Paulo revelaram o lançamento do projeto do túnel imerso Santos-Guarujá, a ser executado por meio de uma parceria público-privada (PPP) com um investimento total de R$ 5,9 bilhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Tarcísio de Freitas anunciaram a iniciativa durante as celebrações dos 132 anos do Porto de Santos.

O projeto, qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos do estado de São Paulo (PPI-SP) e integrado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê um aporte público de R$ 5,1 bilhões, divididos igualmente entre o governo estadual e a União. A participação da iniciativa privada também está prevista nesse ambicioso empreendimento.

Projeto Inovador

O túnel imerso do litoral paulista, anunciado como o primeiro do tipo na América Latina, prevê uma ligação seca inovadora entre os municípios de Santos e Guarujá. Com uma extensão total de 1,5 km, o túnel imerso terá 870 metros sob o canal portuário, atingindo uma profundidade de 21 metros. O trecho conectará as regiões de Outeirinhos e Macuco, em Santos, ao bairro Vicente de Carvalho, em Guarujá. O projeto inclui uma ciclovia, passagem para pedestres e três faixas de rolamento em cada sentido, sendo uma adaptável para o veículo leve sobre trilhos (VLT).

O túnel será composto por seis módulos de concreto pré-modulado, construídos em uma doca seca e transportados por flutuação até o local, onde serão imersos, encaixados e fixados para concluir a estrutura.

Segundo informações do governo de São Paulo, o túnel tem o potencial de reduzir o tempo de deslocamento entre as duas cidades em aproximadamente 50 minutos. Além disso, contribuirá para aliviar o tráfego na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e liberar o canal do porto para uso prioritário de navios de carga e passageiros.

Diariamente, o túnel beneficiará cerca de 28 mil usuários do sistema de catraias e balsas, reduzindo significativamente a demanda na balsa da Ponta da Praia em até 70%. Adicionalmente, proporcionará um acesso mais eficiente de caminhões aos terminais portuários, resultando em uma redução estimada de 53% na emissão veicular de dióxido de carbono.